Londrina está entre os 50 municípios mais ricos do país, aponta IBGE

Pesquisa mostrou que PIB do município em 2012 ultrapassou os R$ 12 bi.
O setor de serviços foi responsável pelo grande crescimento econômico. 

Do G1 PR, com informações da RPC LondrinaIMG_5255 (Large)

Pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) mostrou queLondrina, no norte do Paraná, subiu dez posições no ranking nacional de municípios com maior Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em 2012. O PIB é a soma dos bens e serviços produzidos em uma determinada região. No caso dos municípios, o índice mede a atividade econômica. Os dados foram divulgados na quinta-feira (11).

Em comparação com 2011, a economia londrinense cresceu pouco mais de R$ 2 bilhões. À época, ocupava a 55ª posição entre os 100 municípios mais ricos do país, com uma soma de riquezas que chegava em R$ 10 bilhões. Já em 2012, o PIB bateu a marca de R$ 12,8 bilhões, e a cidade ficou em 45º lugar.

“A composição dos serviços que integram o PIB de Londrina é muito grande. O setor de serviços foi a área com maior crescimento. O setor cresceu 19,7%, enquanto que o percentual da agropecuária e da indústria ficou em 17%”, explica o assessor econômico da Associação comercial e industrial de Londrina (Acil),  Marcos Rambalducci.

Os quatro primeiros lugares do ranking do IBGE são ocupados por São Paulo, com R$ 500 bilhões, Rio de Janeiro, com R$ 220 bilhões, Brasília, com R$ 171 bilhões, e Curitiba com R$ 59 bilhões. No entanto, o PIB londrinense supera os das capitais Florianópolis, Teresina e João Pessoa. Conforme o IBGE, esses municípios registram PIBs de R$ 12,6 bilhões, R$ 12,3 bilhões, e R$ 11 bilhões respectivamente.

“O crescimento é um reflexo da quantidade de serviços ofertados no município e da força da indústria da construção civil. Também é reflexo de uma preponderância de investimentos que ocorreram a partir de 2012. A agricultura ajudou a recompor esses valores, alçando a cidade para essa posição”, explica Rambalducci.

Mesmo com o número positivo, o assessor econômico diz que é preciso ter cautela ao analisar o índice. Isso porque o PIB divulgado pelo IBGE é nominal e não o real. “Para entender o potencial de crescimento da cidade, precisamos descontar desse número a taxa da inflação. Além disso, também é importante lembrar que essa posição só é consolidada por meio de uma série histórica. Em alguns anos algumas cidades podem apresentar um potencial de crescimento muito grande, em outros períodos não”, argumenta.