Patio Central Shopping é escolhido empreendimento do ano

Fonte MidiaMax News MS – Alessandra Messias 30/08/2009

 

Em sete meses de funcionamento o Pátio Central Shopping foi eleito pelos lojistas de Campo Grande como o melhor empreendimento do ano. Numa pesquisa que avaliou 250 empresas em 30 ramos diferentes, o local foi lembrado como sinônimo de qualidade na prestação de serviços. Por isso, o proprietário do estabelecimento, Antoine Chidyac, recebeu o ‘Oscar’ do varejo, o prêmio Mérito Lojista, na noite de sábado (29) em homenagem concedida pela Fecomércio e CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas).

“Me sinto muito honrado com o prêmio, isso me incentiva a dar prosseguimento a projetos futuros. Quero fortalecer o Pátio Central para ser parte inseparável do comércio de Campo Grande”, garante Antoine Chidyac. Ele diz que fará “frente para revitalizar o Centro da Capital que é projetado de forma moderna, um shopping a céu aberto que precisa ser reformulado”.SONY DSC

Com 51 lojas em operação e todas as salas alugadas, em breve o estabelecimento que teve tempo recorde de construção de 18 meses e investimento de R$ 35 milhões, terá em funcionamento um salão de beleza chamado Morena Mulher e uma loja de roupas masculina de grande porte.

Embora seja um empreendimento novo com circulação média de 2,5 mil pessoas por dia, a empresa ainda passa por investimentos e tem projetos em andamento. Entres eles: finalizar o segundo piso até o fim do ano e criar uma área de lazer e serviços para atender eventos e as crianças, enquanto os pais realizam compras. A administração dos condôminos é coordenada pela empresa paulista de consultoria Semma, contudo está sendo montada a Associação de Lojistas do Pátio Central para se obter o feedback dos locatários em relação a ações de marketing e parcerias que viabilizarão o crescimento do shopping.

Numa época em que a classe C está se tornando uma das principais apostas dos empreendedores de shopping centers, cresce os projetos focados no segmento nos bairros nobres e nas periferias dos grandes centros e nas cidades de menor porte. Há quem diga que as classes B, C e D sejam o motor do setor de shopping centers nos próximos anos.

Chidyac aponta que o local tem públicos diversificados, mas pretende manter o direcionamento para classes B e C. Grupos com atuação mais tradicional, voltado para as classes A e B, já investem em empreendimentos que têm também a classe C como alvo. É o caso do Shopping Norte Sul que está em construção no local do antigo Mercado do Produtor na avenida Ernesto Geisel. Para atender as classes mais altas será construído o shopping do grupo Jereissati, gigante da construção nacional.

Crédito, renda e valorização

A oferta de crédito, expansão da renda e melhor poder de compra da classe C favoreceu o desenvolvimento de shopping centers para esse público que é explicado pela valorização dos terrenos nas áreas bem localizadas. O fato leva os empreendedores a caçar oportunidades em locais com preços menores, mas com possibilidade de retorno financeiro.

A diversificação geográfica demanda que os projetos de empreendimentos contemplem as classes B e C, pois o público de classe A é restrito em cidades de médio e pequeno porte.

Para o superintende do Pátio Central, Marcello Fonseca, alguns fatores ainda devem ser melhorados como o horário alternativo para os ônibus, policiais na rua por um maior período de tempo e horários mais extensos para o comércio do Centro da Capital, assim “serão gerados mais empregos e a população volta para casa com mais segurança”, comenta.

Mesmo com algumas carências, a proximidade dos shoppings à residência desses consumidores permite um gasto menor com locomoção, favorecendo a freqüência. Além disso, um projeto voltado para essas faixas de renda deixa os consumidores mais à vontade.

Primeiro Ponto Mix um desafio

A Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce) destaca que aproximadamente 65% dos centros de compras instalados no País ainda são voltados para as classes A e B. Porém a tendência de expansão dos empreendimentos direcionados para classe C e D é crescente. A entidade destaca que o desafio para expandir é aliar oferta de preço e qualidade a esse público, dado que o conceito de shopping está ligado a sofisticação, segurança e conforto.

Por isso, o Pátio Central que tem previsão de duplicar o número de visitantes fará o primeiro Ponto Mix ‘Leva Tudo Pátio Central’, liquidando nos dias 3, 4 e 5 das 8h30 às 20h, todos os artigos de moda cama e banho, vestuário, presente, calçados dentro das lojas com descontos atrativos. De acordo com a arquiteta, Thais Franco, além do “desconto na loja, ganha quem tiver melhor serviço, preço e atendimento”.

Outro fator que está sendo estudado pelo shopping são as preferências dos consumidores feita por meio de uma pesquisa de opinião na área interna, praça de alimentação, e externa do Pátio Central e nas sete regiões que compreendem Campo Grande.

Meio ambiente

A preocupação de grandes empresas com o meio ambiente é fator de discussões mensais na mídia nacional. A necessidade da coleta seletiva e o reaproveitamento de itens que poluem a cidade são mensurados por grande parte de empresários que pretendem expandir o negócio e ser ‘amigo da natureza’.

O Pátio Central realiza a separação de latas, caixas de papelão e plástico de forma ordenada e repassa o lixo que pode ser reaproveitado a catadores. As lixeiras são identificadas para separar comida e objetos recicláveis. Além disso, o aproveitamento de 90 mil litros de água da chuva em três reservatórios garante a diminuição do desperdício e a manutenção do sistema de abastecimento interno.

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