Piracicaba é 15ª maior cidade do Estado em número de franquias


Jornal de Piracicaba – Danielle Gaioto – quarta-feira, 18 de março de 2015

Mesmo em um ano de dificuldades na economia, o mercado de franquias em Piracicaba alcançou crescimento de 18% ao final de 2014 e deve se manter em crescimento ao longo de 2015, estima a ABF (Associação Brasileira de Franchising).

A cidade encerrou o ano passado com 290 unidades de rede em operação — o que faz do município o 15º maior do Estado em número de franquias. small_2015-03-018-0003-01

Os dados foram compilados pela Associação com exclusividade ao Jornal de Piracicaba.

“Os números mostram uma curva natural do mercado. Cidades como São Paulo já estão praticamente estacionadas quanto ao número de franquias e existe uma tendência grande de interiorização. Há um interesse do próprio franqueador em chegar a essas cidades [do Interior] e Piracicaba é representativa neste cenário e ainda tem muito a crescer”, afirmou Filipe Sisson, diretor regional da ABF no interior de São Paulo.

Ele cita que cidades como São José do Rio Preto, que tem porte similar ao de Piracicaba, já tem mais de 400 unidades de franquias em operação, o que mostra que o mercado é receptivo e tem potencial para receber muitos novos investimentos ao longo deste e dos próximos anos.

Atualmente, das 290 franquias em operação na cidade, a maioria é do ramo de alimentação — ao contrário do verificado no geral do país, que concentra um maior número de unidades relacionadas à comunicação, informática e eletrônicos.

Em segundo lugar estão as redes de esporte, saúde, beleza e lazer, seguida pelas franquias voltadas ao setor de negócios, serviços e outros varejos.

Essas mesmas posições, nacionalmente, são ocupadas pelos segmentos de acessórios pessoais e calçados e casa e construção, respectivamente.

Para Sisson, mesmo com as atuais condições da economia, o mercado de franquias deve continuar em expansão, sobretudo nos municípios do Interior.

Isso porque as unidades se tornam ainda mais atrativas neste período em que começar um negócio do zero pode ser mais arriscado.

“Com a crise há um movimento característico da busca por franquias. Muitas pessoas acabam entrando em um processo de reflexão profissional e montar o próprio negócio é uma possibilidade. Com uma franquia você une essa oportunidade à experiência baseada nos resultados já verificados em outras bases. A ‘grande mágica’ é essa”, informou.

Para quem pensa em investir neste tipo de negócio, a recomendação do diretor é para que sejam avaliados não só o mercado — ponderando quais franquias se encaixariam melhor na região pretendida — como também com quais o investidor mais se identifica.

“O bom franqueador precisa estudar muito o mercado, porém ele também não deve ficar preso só ao dinheiro, mas também às qualificações em geral. Estando legal com o trabalho, o sucesso vem muito mais fácil”, disse Sisson.

NÚMEROS — Nacionalmente, o setor de franquias cresceu 7,7% e atingiu faturamento de R$ 127,3 bilhões ao longo de 2014 na comparação com o ano anterior, segundo a ABF.

O segmento também gerou 6,5% mais empregos no período e hoje mantém em torno de 1,096 milhão de postos de trabalho diretos.

Para 2015, a meta é alcançar um faturamento entre 7,5% e 9% maior e registrar crescimento de 9% a 10% no número de unidades abertas em todo o Brasil.

VISÃO DE MERCADO — A escolha por uma franquia foi o mais natural para o empresário Danilo Cremasco, que abriu em Piracicaba, no ano passado, uma unidade de revenda de sorvetes mexicanos, a Los Paleteros.

“Conheci o produto em Florianópolis e me interessei, mas não tinha expertise, know-how nesta área. Diante deste cenário e também por ser uma marca líder de mercado, optei pela abertura de uma franquia”, afirmou.

Ele conta que a cidade já estava nos planos de expansão da empresa, pois seu porte habitacional e potencial de consumo comportariam uma unidade da empresa.

No ano passado, ele ressalta, os resultados foram três vezes superiores ao esperado inicialmente.

“Todo investimento tem seu risco, mas com uma franquia você tem onde se basear para minimizar esse possível risco. Abrindo um negócio próprio eu seria o cobaia enquanto com a franquia você tem como verificar esse retorno”, disse.