Shopping Center – da adversidade à oportunidade

REPOSICIONAMENTO EM TEMPOS DE MUDANÇA

A crise que se estabeleceu no Brasil nos últimos 4 anos, atingiu dentre tantos segmentos o setor de shopping centers. Alguns dos últimos empreendimentos inaugurados contam com até 30% da ABL vaga e os consolidados estão negociando seus contratos para manterem as lojas em funcionamento evitando a vacancia. Empreendimentos que foram expandidos na mesma época, em mercados já competitivos, também enfrentam o mesmo problema.

Como case de reposicionamento, apresentamos o Plaza Avenida Shopping, na cidade de São José do Rio Preto – SP, cuja implantação da expansão se deu em plena crise, tendo sido desafiadora para empreendedores e gestores.

Procurando novos caminhos e alternativas para a viabilidade do negócio, realizaram estudos de mercado e análise geral da situação do varejo. Desta análise, obtiveram um resultado que atenderia a tendência atual dos shopping centers, que além de local de consumo é também um local de convivência e serviços voltados para toda população.

Nesta linha, ampliaram a praça de alimentação, locaram uma grande área onde será implantado um grande e forte player de atacarejo, o Tenda Atacado, tornando o shopping num centro regional de abastecimento.

Seguindo o conceito de local de integração de bens e serviços, firmaram uma parceria com a prefeitura e será implantado o Poupatempo da Saúde com mais de 40 consultórios de diferentes especialidades que poderá atender mais de 30 mil usuários por mês.

Complementando a primeira fase da implantação das transformações para reposicionamento do empreendimento, a Rede Bandeirantes e a Radio Nativa instalarão seus estúdios nas dependências do shopping. A emissora operará seus estúdios no shopping e a programação regional será gerada diretamente dali.

Nesta fase, estimam-se investimentos da ordem de R$ 35 milhões, efetuados pelo shopping e pelos seus novos operadores, com a geração de 600 empregos diretos e mais 1.200 indiretos, além de um fluxo financeiro mensal da ordem de R$ 10 milhões. São ótimas notícias para o segmento.

Toda essa movimentação gera uma nova atratividade ao empreendimento, com o aumento do fluxo de consumidores e a consequente viabilização de instalação de novas operações de varejo, serviços e entretenimento.

Eduardo Gomes e Marcos Semenzin
Diretores da Semma Empresa de Shopping Centers