Toledo ganha poder de consumo e se destaca no PR


Gazeta de Toledo – 26/08/15

Dos R$ 239 bilhões que os paranaenses vão consumir em bens e serviços em 2015, R$ 154,8 bilhões serão movimentados em cidades do Interior, segundo aponta pesquisa do IPC Maps, a qual indica que os municípios fora da Região Metropolitana de Curitiba desde 2010 passaram de 58,7% do consumo total no Estado para 64,8% em 2015. A pesquisa também apontou que municípios de médio porte ganharam força no desenvolvimento econômico. Toledo, fortemente influenciada pela agroindústria, registrou um crescimento de 20% no seu potencial 2015 e aparece, pela primeira vez, na lista das 10 campeãs de consumo no Paraná. Esse grupo é formado ainda por Curitiba, Londrina, Maringá, Cascavel, Ponta Grossa, São José dos Pinhais, Foz do Iguaçu, Colombo, Guarapuava.

Com ciclo de investimentos, interior do PR ganha espaço no consumotoledo1

O Interior ganhou espaço no consumo do Paraná nos últimos cinco anos. Em 2010, os municípios fora da Região Metropolitana de Curitiba tinham uma participação de 58,7% do consumo total no Estado. Nesse ano, esse peso deve chegar a 64,8%. Dos R$ 239 bilhões que os paranaenses vão consumir em bens e serviços em 2015, R$ 154,8 bilhões serão movimentados em cidades do Interior.

Os dados são da pesquisa IPC Maps, realizada pela IPC Marketing Editora, consultoria paulista especializada em consumo. Essa é a primeira mudança significativa no mapa de consumo do Paraná nos últimos dez anos. Entre 2005 e 2010, a participação do Interior ficou estagnada em 58,7%.

MAIOR DO SUL – Dos Estados do Sul, o Paraná foi, proporcionalmente, o que teve maior avanço do seu Interior na pesquisa IPC Maps. Segundo o levantamento, em Santa Catarina o consumo no Interior passou de 78,3% para 79,9% entre 2010 e 2015. No Rio Grande do Sul, a variação foi de 60,6% para 66,2% no mesmo período. O Paraná ocupa o quinto lugar entre os Estados, com 7% de participação no total de consumo do Brasil, estimado em R$ 3,37 trilhões em 2015.

No Interior, além das novas indústrias, as cooperativas agroindustriais continuam a ser um dos principais motores de desenvolvimento. Com atuação principalmente nas áreas de grãos, carne e leite, elas representam 56% do Produto Interno Bruto (PIB) da agropecuária estadual.

Nos últimos quatro anos, as cooperativas investiram R$ 8,4 bilhões principalmente na industrialização da produção agrícola e na infraestrutura de armazenagem. São projetos que geraram 15 mil novos empregos no período, de acordo com dados do Sindicato e Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar). Segundo a entidade, a cada R$ 1 milhão investido são gerados 60 empregos.

“O Interior atraiu investimento nos últimos anos porque em geral apresenta melhores condições de vida, com índices menores de criminalidade e de custo de vida. O crescimento da classe média também contribui para o avanço do consumo”, diz Marcos Pazzini, responsável pela pesquisa IPC Maps. “Acredito que esta pesquisa reflete de forma fidedigna o esforço de toda a nossa gestão pela interiorização e a desconcentração do desenvolvimento econômico, antes muito centralizado na região de Curitiba”, afirmou o governador Beto Richa. A seu ver, há um movi- mento inequívoco de redução dos desequilíbrios regionais, também favorecido pelo investimento na infraestrutura social.

Para Julio Suzuki Júnior, diretor presidente do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico Social (Ipardes), os dados demonstram que o Paraná está, de fato, conseguindo desconcentrar a sua economia, reduzindo a desigualdade regional e, com isso, a pobreza no Interior, principalmente no meio rural. “Esse movimento é puxado pela forte geração de emprego, que propicia renda para que as famílias possam aumentar seu consumo”, diz.

Há cinco anos, dez cidades respondiam por 53% do consumo paranaense. Em 2015, essa concentração foi reduzida para 49%. Ou seja, municípios menores, em geral de médio porte, ganharam força no desenvolvimento econômico. Cidades como Toledo, Umuarama, Campo Mourão, Paranavaí, Cornélio Procópio, Cianorte e Francisco Beltrão ganharam posições no ranking de consumo do Estado.

“São cidades que, de alguma forma, se   beneficiaram de setores que cresceram nos últimos anos, como o de agronegócio e de alimentos, além de ter um mercado de consumo significativo para os setores de comércio e serviços”, acrescenta Julio Suzuki Junior, do Ipardes.

Toledo ganha peso no consumo com cidades de médio porte toledo3

Toledo, fortemente influenciada pela agroindústria, registrou um crescimento de 20% no seu potencial 2015 e aparece, pela primeira vez, na lista das 10 campeãs de consumo no Paraná. Esse grupo é formado por Curitiba, Londrina, Maringá, Cascavel, Ponta Grossa, São José dos Pinhais, Foz do Iguaçu, Colombo, Guarapuava.

“O Paraná é hoje o Estado com a segunda menor desigualdade social do País, só perdendo para Santa Catarina”, lembra o presidente do Ipardes ao citar o índice Gini. O ranking mede a desigualdade de acordo com uma pontuação que vai de 0 a 1 – no qual quanto mais perto de zero menores são as diferenças sociais. Em 2013 – último dado disponível, o Estado tinha uma pontuação de 0,469, contra 0,435 de Santa Catarina. Em 2012, esse indicador estava em 0,483.